quinta-feira, 28 de abril de 2011

Em Síntese

  Tinha de combinar, tinha de o fazer. Mandei mensagem a todos a combinar uma ida à praia naquela tarde de quarta. Ao contrário do costume, ninguém podia ir. Havia algo para todos, e de certa forma, não foi mau.
  Apenas aquele rapaz queria ir. Claro que queria, como podia ele não querer? O ciume era doido...
Mas como algo a três não dava, convidou-se quase a força uma quarta pessoa. Pronto, tudo estragado. Uma quarta à tarde, não podia correr bem com quatro. Deixei andar, não havia remédio...
  Quarta passava-se, os suores invadiam as horas e passavam-nas. Era tarde. Uma chamada, ele não ia, aquele ciume todo não passou de bluff. De quatro passou-se depressa a dois. Dois porque o quarto, o bom atrelado que nos ia salvar aos dois, disse logo que não ia sem Ciume.
  Óptimo, o difícil já tinha passado. Difícil achava eu, porque faltava a parte pior, o encontro. Mas aconteceu. E eu sem saber o que dizer ou fazer, envergonhado como sempre, fui deixando andar. Foi andando, e entretanto já estávamos na praia. E aquela tarde foi como esse mar que víamos, distante à primeira vista, mas profundo quando entramos nele...


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