quarta-feira, 30 de março de 2011

segunda-feira, 28 de março de 2011

História.

  Porque de facto esta disciplina não devia ser dada como é! Porque para decorar eu decoro os números do totoloto que joguei esta semana e para a semana já me esqueci! Em tantos anos que tenho disto, já vi muitos professores perguntar a "bons" alunos factos históricos dados em anos anteriores e ninguém se lembrava. Ninguém sabia responder! Isto de decorar a matéria toda e despeja-la no teste é simples, mas é despejada também a pouca cultura que é decorada. Decorar é diferente de saber!
  Depois vêm dizer-me que em exames os alunos mais fracos costumam tirar melhores notas que os outros. Simples é a minha resposta! Esses alunos mais fracos estudaram o mesmo que estudam para os testes de "decora-despeja" com a excepção de terem a cultura sabida!
  Concluo este meu "péssimo" pensamento para os "bons" alunos perguntando: será que nesta disciplina se aprende algo para vencer? Será que quem vence, vence por ter estudado esta disciplina? Será que ajudou ao vencedor ter-se recordado do que despejou? Será que teria ajudado se ele não tivesse despejado tudo?

  Peço perdão à minha professora, que é excelente.

domingo, 27 de março de 2011

Um pouco do mesmo

  O Amor não é para as máscaras. O amor é para os animais, os fortes irracionais que não se questionam pelo porquê.  Preferem o amor à vida, mas vivem no amor. Sabem amar. E amam. São Natureza, são Amor, são Vida mesmo sem viver... Porque o amor é uma coisa, e a vida outra. Já o disse várias vezes. Não se pode confundir amor e vida. Porque o amor vive-se, e a vida tem-se. O amor não é para todos, e a vida é. O amor é algo que as máscaras nunca conhecerão, e a vida, é uma mascara para o amor. Pensa-se que se ama por se viver, mas vive-se porque se ama. E só a natureza sabe isso, nós, mascaras, temos de nos integrar, e não integra-la em nós. Porque Ela, essa Natureza inconstante, nunca purá uma mascara...

quarta-feira, 23 de março de 2011

"O Amor é fogo que arde sem se ver", Luís de Camões

  O Amor é o sentimento mais puro. E a coisa mais secreta. É só isto. Só isto porque sim. Cada um ama como ama e ninguém ama da mesma maneira. Contudo, é Amor. O amor não se percebe e não vale a pena tentar perceber porque sequer. Ele é secreto.
  É secreto e doentio. Ele aperta-nos e deixa-nos possessivos. Abre as portas ao ciume!
  "O amor é fogo que arde sem se ver". Esta bela frase remete-nos, no contexto em que está, ao lado mau do Amor. Ou melhor, ao lado mau das pessoas. O amor por si só é óptimo! Puro! E o facto de ser secreto não deixa que hajam discussões nem conflitos.
  Porém as pessoas existem... Existem e tentam perceber e encontrar o segredo do amor que está dentro de todos. Isso complica. O uso da personificação "arde" faz-me pensar que o autor queria retratar isso mesmo, o lado mau do amor, ou das pessoas. A metáfora compara o Amor ao "fogo que arde sem se ver" e isso mostra que o autor queria reforçar, talvez, que o Amor é algo complicado.
  Depois disto, pensamos: O amor que é o fogo e não se vê? Eu entendo isso como "O amor que é forte e não se entende. Não se entende porque é secreto e de cada um. Não se vê porque nenhuma pessoa o vê igual a outra. É mesmo secreto!

  Fiz este texto em prolo de um desafio que a Alexandra me propôs. Aproveito para deixar o seu blog. http://alexandra-pedro2.blogspot.com/

segunda-feira, 7 de março de 2011

Eu acredito no Amor!

Eu - Mas quando se parte para o amor, á a pensar-se que se vai ser feliz. Não?
A Catarina - Talvez. Mas depois? Onde fica essa felicidade?
Eu - Na memória. Há quem lhe chame coração. Eu digo que fica no lado bom da memória. É preciso é que não apanhes vírus. Que a Internet não esteja lenta para que o motor de busca seja mais eficiente. E que estejas viva (em todos os sentidos que encontrares para a palavra. Não?
A Catarina - Não sei. Sabes quanto até conheces a felicidade? Achas.te feliz. Talvez até o sejas mesmo. Conheces a felicidade de perto. Bem, até aí tudo certo. Mas e depois? Uma felicidade constante passa de felicidade a rotina. Depois é tudo um somar de questões.
  Mas se ao invés disso essa felicidade permanecer como felicidade que é, não vais ser para sempre. Vai acabar... E depois? Onde estão as forças para conseguir erguer de novo um sorriso por muito pequeno que seja?
  A felicidade destrói. Tijolo a tijolo se deita a baixo uma casa, sabias? Quando conquistamos alguma coisa, perdemos sempre um bocadinho de nós.
Eu - E se essa felicidade não se manter? E se se conseguir aumentar 0,0000000000001% todos os dias? E se isso for possível? Então a felicidade estará sempre a aumentar e nunca será rotina. Nunca será sempre o mesmo se hoje aumentar 0,001% e amanha 0,1%. Será sempre melhor, mesmo que um pouco menos nuns dias.
  Sempre que falo nisto lembro-me dos nossos avós. Eles trabalhavam de sol a sol para pagar impostos aos reis. Impostos que eram demasiado altos. O homem saía de noite e chegava ao anoitecer. A mulher ficava em casa. O que sustentava esse amor? A comida que o homem trazia para a mesa? NÃO! Era o beijo que ambos iam receber ao final do dia. Era o sorriso de terem ultrapassado mais um dia. Era a beleza dos seus olhares. E nunca era rotina, nunca era sempre igual. Há a cada dia um brilho diferente. Basta que o consigamos ver!