sexta-feira, 9 de novembro de 2012

 

 

 

O Designer é como um Deus.
Cria. Desenvolve. E depois deixa por conta do Povo.


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

A vida de designer só deixa tempo para criar. Será isto mau?

domingo, 14 de outubro de 2012

A vida que não queres

  Os adultos passam a vida a adiar. Adiaram a minha ida à Disney Land aos seis anos. Adiaram a minha entrada para o futebol aos oito anos. A bicicleta aos dez e aos doze a ida regular ao cinema quando saiam os novos filmes de desenhos animados. Adiaram, os adultos, a mota aos dezasseis e o carro aaos dezoito. 
  Depois comecei eu a adiar... Festivais aos vinte e dois e a ida a Marrocos aos vinte e cinco. Filhos aos vinte e sete e a casa em Alfama, no centro do que foi a minha vida, aos trinta e cinco. Entretanto, depois da vida não vivida, dou por mim a criticar os jovens vizinho que brincam com as crianças no meio da rua.

sábado, 13 de outubro de 2012

Objectivo primário: Criar.
Família, filhos e coisas.

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terça-feira, 9 de outubro de 2012


  Sou convencido. Convencido sem vergonha. Sem vergonha de ser dedicado. E mesmo que a minha delicadeza não seja superficial, pode ser notada. Mas notada, só com delicadeza. Com delicadeza porque eu sou delicado. Sou delicadamente convencido. Convencido por ser delicado.

segunda-feira, 11 de junho de 2012


A beleza das coisas está num conjunto. Eu mostro um objeto de sentar para espaços interiores. Mostro um conjunto de pormenores bem estrutudados. Um conjunto ergonómico. Ecológico.
Para aqui chegar apenas precisei de querer realmente aqui chegar. As difículdades são pormenores. Eu mostro um conjunto de pormenores bem estruturados.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Posso parecer, por vezes, criança. Mas no que toca a estas brincadeiras jogo como um homem. Um homem que faz escolhas com a cabeça a olhar para a frente de mãos dadas com o coração.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Quando escrevo sou assim, um louco viciado. Escrevo quase de olhos fechados, deixo até palavras sem a última letr para não me perder no tempo do raciocínio. Escrevo sem a última letra mas nunca me esqueço da pontuação. Lá está, um louco viciado. Um louco viciado a tentar mostrar ênfase no que diz. Ênfase não, verdade. Verdade porque todo o louco tem ênfase. Tem ênfase mas falta de verdade…

Sou tão um grande louco viciado que no dia a seguir – já sóbrio de que no dia antigo a este não estava em mim – tenho de vir e ver o que escrevi. Esqueço, pura e simplesmente, o que escrevo como os loucos o que fazem. O que fazem não! Porque os loucos não esquecem o que fazem. Os loucos apenas não sabem bem o que fazem. Acho… Mas não importa, voltarei amanha…


quarta-feira, 28 de março de 2012

Quando tudo começa já algo aconteceu


E tudo começou naquele dia. Uma dia claro. Um dia de praia. Um dia sem pressas. Sem pressas até certo ponto, porque é quando há pressa que as coisas podem descambar. E descambou. Naquele dia. Naquele dia claro de praia e sem pressas.
Mas nada começa assim, existe sempre um princípio. Está bem que o princípio é o começo, mas o começo não é o princípio. O começo é o princípio porque quando começamos o que quer que seja já sabíamos que o íamos fazer. Houve um antes, algo que desenvolveu o que íamos começar. houve um fim de que o íamos fazer. Uma conclusão que nos levou a começar. Mas pouco importa agora. Afinal, já está... Já descambou. E descambou naquele dia claro de praia e sem pressas.
Descambou e eu comecei esta história. Não comecei literalmente, porque já a tinha iniciado. Mas não interessa. Nada disso interessa agora. Importa sim que a comecei. Comecei e não sei se comecei bem, mas comecei. Comecei com mais uma discussão. Discuti porque comia na sala, veja-se bem. Não se pode comer na sala, quando a sala é a da mãe. Mesmo que não seja a nossa mãe... Discuti e saí. Saí de casa. Saí de casa por comer na sala, naquele dia claro de praia e sem pressas. Enfim...
Fui beber um copo. Fui beber um copo àquele café na esquina, da esquina de todos os que têm uma mãe em casa e um marido como eu, que come na sala. Lá encontrei mais uns quantos como eu que se riram de mim por ter comido na sala. Mas pouco me importa, tenho quase tanta certeza de que eles estavam ali por causa da mãe que têm em casa quanto eu..

quarta-feira, 7 de março de 2012

Ser poeta


Não sei se sei
Nem o que ser,
Sei, não sou nada a valer.
Sou um conjunto de todos,
De mim e dos outros.
Sou todos em mim, nenhum realmente.
Sou eu, sou ninguém. Somos todos o mesmo!

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Quando sou dou nisto,
Como todos, está visto!
Está visto que damos nisto,
Vicio de vida;
És vicio em todos,
Vida comum!

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

De que adianta ter o mundo se não posso fazer nada com ele?

domingo, 22 de janeiro de 2012


Uma vez passou-me pela cabeça que para escrever um livro era preciso ser velho. Mas depois percebi que o tempo que o velho teve para me ensinar alguma coisa não ensinou à espera que fosse o tempo certo. Agora já não é o seu tempo.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012



Posso dizer muitas vezes que a minha vida é a que tem os maiores problemas, os mais complicados ou os mais infelizes. Mas isso não é nada aos teus olhos. Então prefiro não dizer nada e sofrer nesta beleza que é a de nos sentirmos vitoriosos mesmo sem jogarmos na mesma categoria. As categorias nunca são iguais, neste jogo que é a vida.
Cheguei agora ao ponto que não queria, o de nem eu perceber o que digo. Até agora só o leitor não o entendia, mas assim que enfio desmesuradamente a vida nos meus pensamentos até eu deixo de entender. Terei chegado ao abstracto? Será arte das letras? Não. Problemas apenas...

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

O porquê...

As pessoas pensam em poupar. Enquanto poupam não fazem o que gostam. Se se contessem fariam o que gostam sem exageros. Não exagerar não se iguala a poupar. Poupar é não usar. Precisamos de usar para nos concretizarmos. É este o problema do dinheiro...

Por ti, ia até ao espaço para te trazer os aneis de Saturno