segunda-feira, 7 de março de 2011

Eu acredito no Amor!

Eu - Mas quando se parte para o amor, á a pensar-se que se vai ser feliz. Não?
A Catarina - Talvez. Mas depois? Onde fica essa felicidade?
Eu - Na memória. Há quem lhe chame coração. Eu digo que fica no lado bom da memória. É preciso é que não apanhes vírus. Que a Internet não esteja lenta para que o motor de busca seja mais eficiente. E que estejas viva (em todos os sentidos que encontrares para a palavra. Não?
A Catarina - Não sei. Sabes quanto até conheces a felicidade? Achas.te feliz. Talvez até o sejas mesmo. Conheces a felicidade de perto. Bem, até aí tudo certo. Mas e depois? Uma felicidade constante passa de felicidade a rotina. Depois é tudo um somar de questões.
  Mas se ao invés disso essa felicidade permanecer como felicidade que é, não vais ser para sempre. Vai acabar... E depois? Onde estão as forças para conseguir erguer de novo um sorriso por muito pequeno que seja?
  A felicidade destrói. Tijolo a tijolo se deita a baixo uma casa, sabias? Quando conquistamos alguma coisa, perdemos sempre um bocadinho de nós.
Eu - E se essa felicidade não se manter? E se se conseguir aumentar 0,0000000000001% todos os dias? E se isso for possível? Então a felicidade estará sempre a aumentar e nunca será rotina. Nunca será sempre o mesmo se hoje aumentar 0,001% e amanha 0,1%. Será sempre melhor, mesmo que um pouco menos nuns dias.
  Sempre que falo nisto lembro-me dos nossos avós. Eles trabalhavam de sol a sol para pagar impostos aos reis. Impostos que eram demasiado altos. O homem saía de noite e chegava ao anoitecer. A mulher ficava em casa. O que sustentava esse amor? A comida que o homem trazia para a mesa? NÃO! Era o beijo que ambos iam receber ao final do dia. Era o sorriso de terem ultrapassado mais um dia. Era a beleza dos seus olhares. E nunca era rotina, nunca era sempre igual. Há a cada dia um brilho diferente. Basta que o consigamos ver!
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