quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Não é Orgulho. É Raciocínio

  Passo a explicar o porquê: é complicado porque não há nada que não o seja. Ou melhor, tudo é simples, mas decidiram dar-nos raciocínio e isso complica tudo.
  Pode parecer complicado o que vou dizer, mas peço que compreendam apenas o que apanharem à primeira. Peço isto para que não compliquem ainda mais. Vamos descomplicar!
  Isto de Filosofia é engraçado mas para o filosofo. Neste caso nem eu o acho engraçado. Acha-lo-ia se não me pedissem para estudar outros filósofos. Porque pode até ser muito bonito andar pela rua a falar sobre o começo do mundo ou vir para um blog reflectir sobre a vida, mas estudar o porquê deles, os filósofos, o fazerem é completamente desnecessário! É um ataque ao raciocínio! Com tantas coisas bonitas e especiais para estudar, porquê estudar meras pessoas que fazem o que é belo? Tentar entender de onde vimos e para onde vamos. Porque não tentar entender o sabor do vento ou o espírito de uma árvore? Porquê?
  E é apenas isto, por quererem que eu saiba o porquê de Sócrates ou Platão reflectirem a vida. Eu faço-o e não sou mais por isso. E mesmo que houvesse alguém a dizer que eu sou o melhor Filosofo Contemporâneo, acha-lo-ia estupidamente esperto. Porque nem eu sei porque aprecio o que é belo, nem eu sei que consigo impor nos meus textos definições complicadíssimas. Definições, outro motivo! Sim! Ninguém sabe todas as definições ou curiosidades da língua portuguesa que tem nos seus textos! Se pedissem a Almeida Garrett para estudar as suas obras, óbvio que ele não saberia tudo. Igualmente para a obra de Os Lusíadas, Camões não saberia que é tão inteligente como é. Mas não seria mais infeliz por isso! É esta a justificação para o meu 5 a Filosofia.
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